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domingo, 17 de abril de 2016

A Cerveja mineira Backer Trigo 600ml

Ganhei essa mineirinha de um amigo, o Grande Fernando Vicinanza, com todo carinho e simpatia que lhe é muito particular. Então, meus amigos, experimentar uma cerveja que já vem carregada de boas vibrações, inerentes da verdadeira amizade, é muito mais saboroso.

Como o Fernando é um sujeito de extremo bom gosto, a minha tarefa, além de prazerosa, foi muito facilitada. Afinal, ele me deu a cerveja artesanal mineira Backer Trigo para experimentar.

Ela é frutada, bastante refrescante e de alta fermentação. É extremamente suave, com notas marcantes de cravo e banana. Tem uma deliciosa acidez moderada, que convida para beber mais. 

Guarda os mistérios das receitas alemãs. Receita Original da Serra do Curral. Graduação Alcoólica: 4,8% vol. É uma típica cerveja de trigo.

Essa eu recomendo!!!

MEDALHAS:

2015 Copa Cervezas de America - Chile Prata
2014 Concurso Brasileiro das Cervejas Bronze
2013 Chile Beer Cup Ouro

Estilo: German Weizen
Copo ideal: Weiss
Temperatura: 5 - 7ºC

sexta-feira, 11 de março de 2016

Ein Deutscher das spricht uai (Uma Alemã que fala uai)




Bom dia meus amigos, a breja de hoje é da choperia Fritz franquia que tem sede em Monte Verde- MG e vários outros bares na região do interior paulista, inclusive aqui, em Jundiaí. Desde a sua inauguração que não me recordo a data, sempre que pude eu frequentei, por ser um bar aconchegante, cervejas boas e uma culinária para lá de excelente e foi falando de bares e cervejas com um dos meus pacientes que chegamos até a Fritz, lugar que ele também tinha gostado e tal... E esses dias ele me presenteou com um exemplar da cerveja Fritz Weizen. Já logo que a visualizei vi que se tratava de uma  Garrafa tipica flip-top muito típica da Alemanha, rotulo diferenciado com uma figura do campo e uma araucária provavelmente a paisagem encontrada nas instalações da fabrica em monte verde.
Cerveja de coloração amarela turva. Creme branco, média densidade, alta formação e duração média. Aroma frutado bem doce. Sabor médio dulçor, baixo frutado e baixo amargor aliás quase nada de amargor notas sutis de banana e cravo. Carbonatação média/alta, final doce. Não sei mas os choppes de lá do bar não parecia ser tão doce assim, talvez seja o lote, esse dulçor não agradou meu pai que tomou comigo e tomou uma dose de cachaça para equilibrar o Ph, rs. A consideração é que é uma Weiss abrasileirada e bem agradável, creio que tende a cair no gosto mais popular e um ótimo custo benefício que ajuda a sair do milharal existente em nossos bares e geladeira.  
Recomendo muito à todos que tiverem a oportunidade de conhecer alguma das franquia da Fritz, porque vale a pena, pelo o ambiente, gastronomia e claro pela as Cervejas. Vou deixar o site deles para caso alguém queira conhecer e se tem algum perto da onde vocês estão: fritzcervejariaartesanal.com.br/.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Cerveja dos Franciscanos?



Uma cerveja muito gostosa com um sabor celestial, feita inicialmente por Franciscanos. Logo de inicio percebe o sabor aprimorado de trigo, fechando os olhos você chega a imaginar as plantações de trigo totalmente dourada refletindo os raios do sol, onde deuses cervejeiros inspecionam meticulosamente contra qualquer infortúnio da natureza. Ao tomarmos este maravilho líquido sentimos imediatamente um leve sabor de pão, o que é de se esperar em uma cerveja de trigo, isto me surpreendeu satisfatoriamente, porque além de ser refrescante também alimenta como nenhuma outra  que eu havia tomado. Com um leve toque de bananas e frutas cítrica para completar seu sabor. 

Já a Weissbeier Dunkel apresenta cor de caramelo e opaco, com o sabor mais intenso de maldo do que a Hell. Devido aos grãos de trigo torrados e adicionados ao seu processo de produção, possui um sabor marcante e um pronunciado aroma torrado que agrada aos amantes de cervejas escura de todo o mundo, mesmo assim ela e uma cerveja leve e refrescante.

Esta cerveja com  700 anos tem um colarinho de espuma que esbanja classe nas mais alta sociedade alemã de apreciadores de cerveja. devido ao conteúdo de dióxido de carbono mais elevado ela se torna mais viva e cintilante em sua aparência.

Existem 3 tipos de cervejas da linha Franziskaner, (Kristall Klar, Wife Weissbier Dunkel e Wife Wiessbier Hell).


História


Esta cerveja tem quase 700 anos de criação, sua origem foi em 1363 em Munique na Alemanha. Franziskaner significa Franciscano, e a cerveja ganhou esse nome devido ao mosteiro que ficava na mesma rua da fabrica. Em 1841 a fabrica foi transferida para Lilienberg.

Ela demorou um pouco para ser distribuída no Brasil, mas quando chegou fez um sucesso imediato e pode ser encontrado nas versões Hefe-Weisse Hell e Hefe-Weisse Dunkel.


Ficha técnica:
Cervejaria                     Spaten - Franziskaner_Bräu
Grupo                           Anheuser Inbev
Origem                         Alemanha
Tipo Copo                    Weizen
Temperatura                5 - 7 º
Garrafa                         500 ml
Teor                              5%

Harmonização : Lombo defumado, Salmão, Frutos do Mar, Salsicha de Porco, Carpacio de Abobrinha.


Carpacio de Abobrinha
1 abobrinha paulista cortada em rodelas finas
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
2 colheres (sopa) de molho Shoyu 
1 xícara (chá) de erva-doce e folhas de erca doce picadas

Preparo

1 Em uma travessa redonda, disponha camadas de abobrinha em fileira
2 A parte, misture o azeite, o vinagre, o molho shoyu e a erva-doce
3 Deixe na geladeira por 30 min.
4 Regue a abobrinha e sirva em seguira

É de beber rezando

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A Baden Weiss está para mim como o biscoito canino está para o Rafeiro

Garrafa de 600ml, copo de 500ml.
Feliz 2016!

Hoje eu ainda não provei nenhuma cerveja. Mas os últimos dias de 2015 foram todos muito "ricos" no sentido da bebida. Ontem, por exemplo, estive com um primo bebendo cervejas de trigo e entre elas a Baden Weiss foi a que fez maior sucesso. Quando contei sobre minha paixão por este rótulo, o primo me perguntou se era esta a weiss de minha preferência considerando apenas as brasileiras ou se isso incluiria as cervejarias alemãs... e eu respondi que amo cervejas alemãs e na maioria das vezes elas tem ainda alguma coisa superior as brasileiras, mas que, seja pela evolução das nossas ou pela dificuldade de transporte na importação (o que tende a diminuir a qualidade do produto), em muitos casos a coisa se parelha bastante. E em especial, a Baden Baden chegou a uma maturidade...

O personagem Rafeiro em seu ritual.
Me lembrei da época da escola quando aprendi a teoria das proporções... "a idade do pai está para a idade do filho, assim como 7 está para 2"... Então eu poderia dizer que "a Baden Weiss está para mim, assim como um biscoito canino está para o Rafeiro". Rafeiro era aquele cachorro, personagem do desenho animado Pepe Legal, feito pela Hanna & Barbera e que divertiram a minha geração. O detalhe daquele cachorro preguiçoso é que ele fazia qualquer tarefa, por mais difícil ou perigosa que fosse, por um simples biscoito canino. Mas ao receber o biscoito, iniciava um enorme ritual que mostrava seu prazer em comê-lo e, consequentemente sua satisfação, levitando e adormecendo suavemente, como se estivesse entorpecido.

No sentido figurado, é assim que me sinto depois de uma garrafinha de Baden Baden Weiss... Uma excelente cerveja, turva, suave, gostosa e com aroma maravilhoso. Hoje, fabricada pela Brasil Kirin, não perdeu absolutamente nenhuma de suas características originais. Permanece como um produto especial, gourmet, com características artesanais e muito bem feito.

Weiss em 2 copos, na Baden.
Tive a oportunidade de visitar sua origem, em Campos do Jordão e, umas das coisas que me chamou a atenção no restaurante do Grupo que leva o mesmo nome, foi que lá eles não servem a cerveja tipo weiss em um copo grande, mas sim em dois copos médios. Segundo o garçom, este costume acontece porque a Baden é apresentada em garrafas de 600ml, enquanto os copos característicos para este estilo cabem apenas 500ml, o que deixaria uma sobra na garrafa. Para isso não acontecer, eles servem os dois copos alternadamente, em frações de cerca de 100ml, deixando para balançar a garrafinha quando sobram cerca de 200ml finais, dividindo entre as duas... Muito interessante!!!

Apenas faço uma pergunta: porque então a Baden vende copos personalizados de 500ml para cerveja weiss e não de 600ml? Resposta: não sei!

Feliz Ano Novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

DaDo Bier me remete a São Paulo de 1997... saudades pacas...


Vivi a década de 90 com muita intensidade. Morei em Jundiaí, Blumenau, Campinas e, entre os anos de 1997 e 1999 a cidade de São Paulo foi minha casa e me trouxe uma escola de vida muito interessante. Como este é um blog sobre cervejas, obviamente em breve eu contarei sobre a minha passagem nas terras da maior Oktobertest do Brasil, mas hoje o cenário da história será a Capital Paulista.

Em São Paulo, ao longo destes 2 anos, morei em 3 lugares relativamente próximos. Um apartamento no Ibirapuera, um flat no Bixiga (de onde via o ensaio da Escola de Samba Vai-Vai) e uma minúscula kitnet em Santa Cecília. Independentemente disso, o bairro de Jardins era o nosso (juntamente com alguns amigos do trabalho) local de diversão... até que um dia um colega chamado Charles, que acabara de chegar de Porto Alegre, falou sobre a DaDo Bier, uma Micro Cervejaria gaúcha que havia se instalado também na Avenida JK, em São Paulo. Embora estivesse fora do nosso circuito, lá fomos nós, numa noite de sexta-feira super quente.

Minha DaDo preferida, a Weiss
Tratava-se de um local extremamente agitado, com pista de dança num ambiente, mesas para famílias em outro e um balcão com uma parede de vidro ao fundo, através do qual podia-se ver a fabrica de cervejas funcionando ao vivo e a cores. No cardápio, estilos de cerveja que nunca tínhamos ouvido falar, uma vez que a nossa preferida era a tal que diziam descer redonda. Dois anos depois, já tendo frequentado várias vezes o lugar, fiz uma viagem a Porto Alegre onde tive a oportunidade de conhecer a Matriz, menor um pouco, mas muitíssimo interessante também. Sei que hoje eles não fazem mais as cervejas no mesmo ambiente que as servem ao público, pois a legislação brasileira cobra impostos muito altos deste tipo de negócio quando funciona conjugado. Mas a DaDo tem uma boa rede de restaurantes no Sul que alguns amigos contam que vale a pena de serem visitados, além de ser bem distribuída aqui no sudeste e ser facilmente encontrada.

O copo com cara de cuia, da Ilex.
E o que ficou de toda essa história? De cerveja, nada... afinal naquela época eu não sabia apreciar. Mas ao ver recentemente no supermercado a latinha branca de DaDo Lager, foi impossível não me lembrar dos meus "anos dourados". E depois de levá-la pra casa e provar, não resisti a experimentar os demais sabores do catálogo, como o IPA, com mais de 40 IBUs (unidade de amargor) e a Weiss, um dos meus estilos preferidos. Aliás, embora eu ainda não tenha provado, não posso deixar de comentar que eles produzem a Ilex, uma cerveja que mistura essência de erva mate, especiaria típica do Rio Grande do Sul. Para ela, criaram até um copo especial, que lembra uma cuia. No mínimo, interessante!

Mas voltando ao principio, o sabor da Dado (hoje avaliado com um pouco mais de critérios de minha parte) é excelente. A Weiss é leve, suave e bem turva, do jeito que eu gosto e a Lager Pielsen traz o sabor bem perceptível do cereal... Gosto de comprar garrafinhas de 600 ml, pois normalmente não bebo sozinho e uma cerveja serve dois copos. Também prefiro as embalagens de vidro em relação ao alumínio, pois embora o metal proteja da luz, o vidro me dá a impressão de conduzir menos calor, além de trazer um charme maior e, com isso a nostalgia me pega de jeito. Um atrativo extra é a beleza das embalagens... Enfim, a Dado Bier me causa saudades incríveis de uma década fantástica vivida na cidade que nunca dorme e em que eu fiquei algumas noites acordado, curtindo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Cerveja de presente de Natal

A Belorizontina Backer, numa caixa de madeira.

Desde muito cedo eu bebo cerveja. Naquela época em que não havia ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), qualquer garoto de 14 anos podia chegar num bar e comprar uma latinha (não estou discutindo se isso é certo ou errado, mas apenas relatando que era assim)... Desde essa idade, beber um copo ou outro era comum nos finais de semana. Mas cerveja de verdade eu aprendi a beber bem mais tarde, aos exatos 40 anos.

De Ribeirão Preto, as Colorado.
Quando completei esta idade eu ofereci uma festa aos meus amigos e a maioria dos presentes que ganhei foi de bebidas. Garrafas de Whisky, vinhos, tequilas e, obviamente cervejas. Por ser fã dos Simpsons, ganhei um Kit Duff (cerveja ruim, mas a alusão ao desenho animado faz valer a pena ter)... Mas um presente que me chamou atenção foi uma caixa com 4 garrafas variadas de Colorado, das quais eu curti bastante a Appia, com mel. Quando fui beber, tive a curiosidade (apenas curiosidade mesmo)  de procurar na internet uma resenha sobre ela e, só então, descobri que era uma cerveja Weiss, que se toma num copo próprio para que o conteúdo da garrafa inteira. Assim, com um presente de aniversário, nasceu esta minha paixão por cervejas...

A charmosa embalagem da Paulistânia.
Percebam, então, queridos leitores, que um presente de aniversário, dia dos pais (ou mães) ou Natal pode ser muito glamoroso se o produto escolhido for uma cerveja gourmet. Neste artigo, considerando a proximidade com o Papai Noel, venho trazer algumas dicas de como pode ficar especial e bonito um pacotinho com algumas garrafas, considerando que a maioria pode ser comprada pela internet ou em empórios espalhados pelas médias e grandes cidades, já com o copo adequado na embalagem. É o caso das alemãs Paulaner, Weihenstephaner ou Franziskaner, que costumam ser apresentadas em caixinhas com uma garrafa e um "copão". As brasileiras Karavelle e Petra também são encontradas até em supermercados neste formato.

Kit Trapistas da Wals, também de BH.
Se quiserem variar os sabores, além da Colorado (hoje da Ambev) que eu citei acima, pode-se escolher a Paulistânia com 3 sabores e um copo (vem numa caixinha quadrada que parece um dado, muito bonita) ou a Therezopolis Gold, também de muito bom gosto. Se preferirem sofisticar ainda mais, há uma caixinha de madeira da Backer (onde se destaca a Ruiva Pale Ale) ou um kit de trapistas da também mineira Wals.

Cainha com copo alusivo, da Petra.
Como dica final, considerando ser o Natal uma festa religiosa e muitos acham que o momento é de reflexão espiritual, quero contar que num domingo desses eu conheci uma cerveja maravilhosa, chamada Saint Bier... Além de Santa (o que me isenta de qualquer condenação... rsrs), ela me permite não cometer o pecado de esquecer Santa Catarina numa matéria como esta. É fabricada em Forquilhinha, mas as de Blumenau e região também merecem sua atenção pela beleza da apresentação numa caixinha de presentes. 

Escolha lá... Os preços variam entre R$ 50,00 e R$ 100,00 e a entrega deve ser feita em mãos, na própria caixinha e sem papéis a envolvendo (no máximo uma sacolinha da loja) torcendo para que o presenteado já as coloque logo para gelar a fim de dividir um pouquinho com você até o final da noite.

E se algum leitor quiser o meu endereço para entregas, mande-me uma mensagem aqui nos comentários do blog, pois "todo líquido de boa qualidade será bem recebido". FELIZ NATAL A TODOS e que o Ano Novo seja de muita festa com cevada!!!

domingo, 20 de dezembro de 2015

A Rock na Teia, do Berg.

Quero começar este texto cumprimentando o nosso grande brother Raphael Berg. O respeitado cirurgião dentista, com seus cabelos grisalhos e jeito tímido, esconde em sua pessoa algumas características que agora serão exploradas. Berg adora motocicleta, curte e conhece muito de rock'n roll e tem um gosto especial por cervejas. Filho de imigrante alemão, não poderia deixar de trazer no sangue um pouquinho da cevada européia, que de vez em quando ele recarrega pessoalmente nas rotas cervejeiras, visitando o velho mundo. Foi numa dessas conversas sobre viagens em sua casa que ele me apresentou um rótulo brasileiro, mas muito interessante: Rock na Teia!

Quando o amigo me perguntou se eu conhecia, pensei que fosse um programa de rádio... vacilei, fiquei pensando "Rock na Teia?" e ele continuou: 

- Cerveja! Rock na Teia! Nunca ouviu falar, ô Salame?

Relevando o fato de que "Salame" era eu, respondi educadamente que não, nunca tinha ouvido falar. Então ele abriu a geladeira e retirou uma garrafinha de 600 ml, com a figura característica e disse: "É um amigo meu quem faz, vamos experimentar esta aqui (pielsen)", embora ele tenha deixado claro sua preferência pela IPA.

O papo fluiu legal... metemos o pau em alguns amigos, falamos mal de meia duzia de outros... carros, motos, viagens... uns petiscos de boteco pra acompanhar o liquido amarelo ouro de espuma intensa e sabor super agradável que era reposto no copo, de vez em quando. Soube que ela é produzida em parceria com a Cervejaria Dortmund, de Serra Negra e carrega um glamour especial pelo nome e pelos subtítulos, que fazem alusão aos estilos de música: Punk, Hard Rock, Heavy Metal, Classic Rock, Blues, etc... A Blues, por exemplo, é a Stout... Bem bacana a ligação, tudo a ver!

Experimentei várias outras vezes esta cerveja extremamente interessante e a apresentei aos amigos em diversas outras ocasiões, pois a aprovei e creio que ela valha a pena. A IPA realmente tem um sabor marcante e a Pielsen é a opção para aqueles que ainda estão começando a explorar o tema. Outra que vale a pena ser apreciada é a Weiss... Podem comprar, pois são boas! 

Para encerrar o texto, quero salientar apenas mais duas coisinhas: 

1 - Rock na Teia de fato é uma rádio Web, que pode ser ouvida em www.rocknateia.com.br e foi de lá que surgiu a idéia de fabricarem as cervejas artesanais com esta marca.
2 - Salame é você, Berg!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cerveja Ashby Weiss

Boa Tarde Cervejeiros de Plantão. Hoje vou falar a minha impressão de uma cerveja tomei.

A Ashby começou de uma paixão que virou realidade: produzir suas próprias cervejas. E foi no Brasil, mais precisamente nas cristalinas águas da Estância Hidromineral de Amparo, na Serra da Mantiqueira, que o sonho da família Ashby tornou-se uma história de pioneirismo. Em 1993, a Ashby criou a primeira microcervejaria do Brasil e hoje é uma empresa de pequeno a médio porte em franca ascensão. Destacando-se pelo espírito criativo e inventivo, trouxe para o país receitas e segredos das formulações dos melhores mestres cervejeiros do mundo.

Dados técnicos:

Premiada na Bélgica, a Ashby Weiss é inspirada nas tradicionais cervejarias da região da Baviera, sul da Alemanha. O trigo é usado na fabricação da cerveja desde a invenção da bebida, há quase 10 mil anos, mas os germânicos estabeleceram os padrões de maior qualidade. É a cerveja de trigo forte da família. Com coloração opaca, fruto da não filtragem da bebida, a Ashby Weiss possui uma espuma cremosa e duradoura.

Características:

Família: Weissbier
Fermentação:Alta
Coloração: Turva
Aroma: Frutado com notas de cereais
Sabor: Trigo forte com especiarias
Teor alcoólico: 6,7%
Garrafa: 600ml

Minha impressão:

Cerveja encorpada com um sabor bem marcante, com sua tonalidade turva ou seja opaca nos remete as cervejas de não filtragem, uma alta fermentação. A espuma nos remete a lembrança do glorioso Pinguim em Ribeirão Preto, espuma consistente e duradoura. Amargor fica evidenciado neste tipo de cerveja, no fundo de seu sabor realmente alguns tons de especiarias que fica evidente quando paramos para apreciar nosso paladar, em meu paladar também senti um suave tom de mel.

Este exemplar que provei tem como validade até 22 de junho de 2016, sua produção deve ter sido recente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O que há de bom em Portugal?

Museu da Cerveja, uma casa bem tradicional em Lisboa

Em março de 2015 eu estive com minha esposa em Lisboa e seus arredores. E como bom amante da cerveja, enfrentei alguns questionamentos pelo que me faria pedi-la numa terra em que o vinho é a bebida mais procurada pelos turistas. Senti que os próprios garçons achavam estranhos os pedidos, até porque na maioria dos restaurantes não havia mais do que as populares Sagres e Super Bock. Estas populares são lagers de qualidade comercial, produzidas em grande quantidade e servidas sem muitas preocupações. Ou seja, os portugueses não tem nem de longe os cuidados que teriam com o vinho, para servirem as cervejas... mas nem tudo estava perdido. 

figura interessante no rótulo
Antes de viajar eu tinha feito uma pesquisa a respeito dos rótulos produzidos por lá e uma das que me chamaram atenção foi a "Maldita". Durante toda a viagem a procuramos e em nenhuma das tentativas a encontramos. Porém, uma das dicas oferecidas por um garçom do nosso Hotel foi que fossemos até o "Museu da Cerveja", uma casa muito famosa situada na Praça do Comércio, zona tradicional da cidade. Segundo ele, "o Museu é muito Gira, opá!" (Gira = Legal).

E no dia seguinte estivemos lá. No Museu da Cerveja, encontramos um cardápio mais variado, porém não tinha a Maldita. Mesmo assim o passeio valeu a pena e nas duas oportunidades que lá estivemos, encontramos bons sabores. Em destaque, o copo invertido... uma espécie de taça acrílica cujo design lembra uma garrafa de cabeça para baixo assim que o líquido é derramado. Como havia copos de diversos tamanhos, não vimos problema em pedirmos uma Weiss que me chamava a atenção, a Vadia.
  
Menos saborosa, mas válida, a Sovina
A "Vadia Weiss" era apresentada numa garrafa menor que as nossas tupiniquins e cabia exatamente toda no copo característico da casa. Alguns petiscos portugueses acompanhavam o seu sabor com perfeição e serviam tranquilamente como substituto para um almoço. Caso o leitor brasileiro queira ser mais reservado e conservador, um "prego" (sanduíche de queijo e bife) resolve a parada.

Na segunda visita, dois dias depois, experimentamos algumas lagers locais e no final quisemos provar a "Sovina", uma trigosa da mesma família, apresentada numa garrafinha pequena. Valeu a pena, mas entre as duas, não tenham pudor, peçam pela Vadia, pois ela deve ser, no mínimo, mais experiente que a baixinha. Conclusão: A Vadia é "muito gira", opá!