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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Chile: Surpresa e descoberta na terra do vinho...

Restaurante tradicional de Santiago: Como Água para Chocolate

Já escrevi aqui há algumas semanas a respeito da minha viagem a Portugal, onde a busca por uma boa cerveja era vista com muita estranheza pelos nossos patrícios. No Chile, porém, mesmo considerando ser um país repleto de vinícolas, a história foi bem diferente.

A Kross de Curacavi...
Cheguei lá na primeira semana de Dezembro de 2015 para ficar exatos 6 dias. Eu e minha esposa (que também aprecia uma cevada) fomos a diversos restaurantes e cafés, tivemos inclusive a oportunidade de conhecer uma vinícola, mas até por uma questão de tradição pessoal, não poderíamos deixar passar a oportunidade de experimentar as cervejas locais. É também verdade que minha expectativa não era das melhores, mas agora posso dizer que vivi surpresas e descobertas na terra do vinho.

De cara provei e aprovei, no famoso Restaurante Giratório (um restaurante panorâmico que gira a partir de seu próprio eixo) a Kuntsmann Torobayo, da qual o nosso brother André Magri escreveu num dia desses, assim como estive em Curacavi e me trouxeram um copo da Kross, outra cervinha bem feita na região que segue para o litoral. Também fui apresentado a Austral, uma "cerveja de supermercado" que, sinceramente, não me motivou a pedir a segunda. Mas além destas, dois outros rótulos me surpreenderam e sobre eles é que eu quero mesmo falar: A Royal Guard Black Label e a D'olbek Patagônia... Exatamente, embora pareçam nomes de wisky e vinho, elas são loirinhas, não necessariamente geladas...

A Kuntsmann, no Giratório...
A Primeira realmente me surpreendeu pelo nome. Eu estava no Hard Rock Café folheando o cardápio e procurando algo diferente para beber quando "Black Label" me chamou a atenção. Como nada mais havia como informação, pedi ao garçom que me falasse sobre ela e o mesmo não soube fazê-lo... pedi então que ele trouxesse a garrafa para eu ver e aí sim, até pela cor já foi possível ficar curioso e prever o resultado. Tratava-se de uma garrafa transparente, com líquido claro que, pela aparência, lembrava muito as nossas drafts... No copo, descobri uma lager, com lúpulo inglês e cerca de 6% de teor alcoólico, saborozíssima e cheia de glamour. Lá estive até as 3 da madrugada e acordei no outro dia como se tivesse bebido suco de laranja... ou seja, reação desconfortável? Nenhuma!

No Hard Rock, a Royal Guard...
Dois dias depois, no almoço, fui conhecer outra casa tradicional da cidade, no bairro da Bela Vista. O Restaurante "Como Água Para Chocolate" é inspirado no longa mexicano de mesmo nome, que conta a louca história de conflitos entre uma matriarca "mão de ferro" e sua filha mais nova. Curiosamente este filme se inicia com uma cena em que podemos ver um cerimonial maçônico de Pompas Funebres com corpo presente, quando depois disso a trama se desenvolve. Neste restaurante, também examinando o cardápio, me intriguei com a D'olbek e também pedi a garçonete que me trouxesse a garrafa, onde, antes de abrir pude ler uma bela frase: "Elaborada com uma das águas mais puras do planeta e antigas receitas de colonos belgas que aqui habitaram em 1948". No mínimo, eu tinha que provar.

D'olbek, a belgo/chilena na Bela Vista
D'olbek me impressionou como cerveja. Servida numa garrafinha escura de 330ml, ela traz um rótulo bem colorido e curioso. Trata-se de uma lager com cerca de 4% de teor alcoólico e um excelente equilíbrio entre aroma, corpo e sabor. Vale salientar que ambas as descobertas que citei devem ser consumidas frias, mas não geladas. Minha experiência sugere entre 2 e 4 graus para que o gelo não se sobreponha aos seus sabores. Também recomendo que a Black Label seja bebida na própria garrafa, enquanto a D'olbek seja apreciada num copo inglês ou cálice de boca larga, para que seu aroma possa ser percebido.

Finalmente, quero dizer aos irmãos que Santiago é um excelente destino para apreciarmos bons vinhos, assim como a comida típica local, mas certamente "nem só de vinho vive o chileno", pois há excelentes cervejas naquelas terras, além de bares extremamente cativantes onde elas podem ganhar ainda um pouquinho mais de clima e sabor. Viva!!!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A Baden Weiss está para mim como o biscoito canino está para o Rafeiro

Garrafa de 600ml, copo de 500ml.
Feliz 2016!

Hoje eu ainda não provei nenhuma cerveja. Mas os últimos dias de 2015 foram todos muito "ricos" no sentido da bebida. Ontem, por exemplo, estive com um primo bebendo cervejas de trigo e entre elas a Baden Weiss foi a que fez maior sucesso. Quando contei sobre minha paixão por este rótulo, o primo me perguntou se era esta a weiss de minha preferência considerando apenas as brasileiras ou se isso incluiria as cervejarias alemãs... e eu respondi que amo cervejas alemãs e na maioria das vezes elas tem ainda alguma coisa superior as brasileiras, mas que, seja pela evolução das nossas ou pela dificuldade de transporte na importação (o que tende a diminuir a qualidade do produto), em muitos casos a coisa se parelha bastante. E em especial, a Baden Baden chegou a uma maturidade...

O personagem Rafeiro em seu ritual.
Me lembrei da época da escola quando aprendi a teoria das proporções... "a idade do pai está para a idade do filho, assim como 7 está para 2"... Então eu poderia dizer que "a Baden Weiss está para mim, assim como um biscoito canino está para o Rafeiro". Rafeiro era aquele cachorro, personagem do desenho animado Pepe Legal, feito pela Hanna & Barbera e que divertiram a minha geração. O detalhe daquele cachorro preguiçoso é que ele fazia qualquer tarefa, por mais difícil ou perigosa que fosse, por um simples biscoito canino. Mas ao receber o biscoito, iniciava um enorme ritual que mostrava seu prazer em comê-lo e, consequentemente sua satisfação, levitando e adormecendo suavemente, como se estivesse entorpecido.

No sentido figurado, é assim que me sinto depois de uma garrafinha de Baden Baden Weiss... Uma excelente cerveja, turva, suave, gostosa e com aroma maravilhoso. Hoje, fabricada pela Brasil Kirin, não perdeu absolutamente nenhuma de suas características originais. Permanece como um produto especial, gourmet, com características artesanais e muito bem feito.

Weiss em 2 copos, na Baden.
Tive a oportunidade de visitar sua origem, em Campos do Jordão e, umas das coisas que me chamou a atenção no restaurante do Grupo que leva o mesmo nome, foi que lá eles não servem a cerveja tipo weiss em um copo grande, mas sim em dois copos médios. Segundo o garçom, este costume acontece porque a Baden é apresentada em garrafas de 600ml, enquanto os copos característicos para este estilo cabem apenas 500ml, o que deixaria uma sobra na garrafa. Para isso não acontecer, eles servem os dois copos alternadamente, em frações de cerca de 100ml, deixando para balançar a garrafinha quando sobram cerca de 200ml finais, dividindo entre as duas... Muito interessante!!!

Apenas faço uma pergunta: porque então a Baden vende copos personalizados de 500ml para cerveja weiss e não de 600ml? Resposta: não sei!

Feliz Ano Novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

DaDo Bier me remete a São Paulo de 1997... saudades pacas...


Vivi a década de 90 com muita intensidade. Morei em Jundiaí, Blumenau, Campinas e, entre os anos de 1997 e 1999 a cidade de São Paulo foi minha casa e me trouxe uma escola de vida muito interessante. Como este é um blog sobre cervejas, obviamente em breve eu contarei sobre a minha passagem nas terras da maior Oktobertest do Brasil, mas hoje o cenário da história será a Capital Paulista.

Em São Paulo, ao longo destes 2 anos, morei em 3 lugares relativamente próximos. Um apartamento no Ibirapuera, um flat no Bixiga (de onde via o ensaio da Escola de Samba Vai-Vai) e uma minúscula kitnet em Santa Cecília. Independentemente disso, o bairro de Jardins era o nosso (juntamente com alguns amigos do trabalho) local de diversão... até que um dia um colega chamado Charles, que acabara de chegar de Porto Alegre, falou sobre a DaDo Bier, uma Micro Cervejaria gaúcha que havia se instalado também na Avenida JK, em São Paulo. Embora estivesse fora do nosso circuito, lá fomos nós, numa noite de sexta-feira super quente.

Minha DaDo preferida, a Weiss
Tratava-se de um local extremamente agitado, com pista de dança num ambiente, mesas para famílias em outro e um balcão com uma parede de vidro ao fundo, através do qual podia-se ver a fabrica de cervejas funcionando ao vivo e a cores. No cardápio, estilos de cerveja que nunca tínhamos ouvido falar, uma vez que a nossa preferida era a tal que diziam descer redonda. Dois anos depois, já tendo frequentado várias vezes o lugar, fiz uma viagem a Porto Alegre onde tive a oportunidade de conhecer a Matriz, menor um pouco, mas muitíssimo interessante também. Sei que hoje eles não fazem mais as cervejas no mesmo ambiente que as servem ao público, pois a legislação brasileira cobra impostos muito altos deste tipo de negócio quando funciona conjugado. Mas a DaDo tem uma boa rede de restaurantes no Sul que alguns amigos contam que vale a pena de serem visitados, além de ser bem distribuída aqui no sudeste e ser facilmente encontrada.

O copo com cara de cuia, da Ilex.
E o que ficou de toda essa história? De cerveja, nada... afinal naquela época eu não sabia apreciar. Mas ao ver recentemente no supermercado a latinha branca de DaDo Lager, foi impossível não me lembrar dos meus "anos dourados". E depois de levá-la pra casa e provar, não resisti a experimentar os demais sabores do catálogo, como o IPA, com mais de 40 IBUs (unidade de amargor) e a Weiss, um dos meus estilos preferidos. Aliás, embora eu ainda não tenha provado, não posso deixar de comentar que eles produzem a Ilex, uma cerveja que mistura essência de erva mate, especiaria típica do Rio Grande do Sul. Para ela, criaram até um copo especial, que lembra uma cuia. No mínimo, interessante!

Mas voltando ao principio, o sabor da Dado (hoje avaliado com um pouco mais de critérios de minha parte) é excelente. A Weiss é leve, suave e bem turva, do jeito que eu gosto e a Lager Pielsen traz o sabor bem perceptível do cereal... Gosto de comprar garrafinhas de 600 ml, pois normalmente não bebo sozinho e uma cerveja serve dois copos. Também prefiro as embalagens de vidro em relação ao alumínio, pois embora o metal proteja da luz, o vidro me dá a impressão de conduzir menos calor, além de trazer um charme maior e, com isso a nostalgia me pega de jeito. Um atrativo extra é a beleza das embalagens... Enfim, a Dado Bier me causa saudades incríveis de uma década fantástica vivida na cidade que nunca dorme e em que eu fiquei algumas noites acordado, curtindo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Cerveja de presente de Natal

A Belorizontina Backer, numa caixa de madeira.

Desde muito cedo eu bebo cerveja. Naquela época em que não havia ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), qualquer garoto de 14 anos podia chegar num bar e comprar uma latinha (não estou discutindo se isso é certo ou errado, mas apenas relatando que era assim)... Desde essa idade, beber um copo ou outro era comum nos finais de semana. Mas cerveja de verdade eu aprendi a beber bem mais tarde, aos exatos 40 anos.

De Ribeirão Preto, as Colorado.
Quando completei esta idade eu ofereci uma festa aos meus amigos e a maioria dos presentes que ganhei foi de bebidas. Garrafas de Whisky, vinhos, tequilas e, obviamente cervejas. Por ser fã dos Simpsons, ganhei um Kit Duff (cerveja ruim, mas a alusão ao desenho animado faz valer a pena ter)... Mas um presente que me chamou atenção foi uma caixa com 4 garrafas variadas de Colorado, das quais eu curti bastante a Appia, com mel. Quando fui beber, tive a curiosidade (apenas curiosidade mesmo)  de procurar na internet uma resenha sobre ela e, só então, descobri que era uma cerveja Weiss, que se toma num copo próprio para que o conteúdo da garrafa inteira. Assim, com um presente de aniversário, nasceu esta minha paixão por cervejas...

A charmosa embalagem da Paulistânia.
Percebam, então, queridos leitores, que um presente de aniversário, dia dos pais (ou mães) ou Natal pode ser muito glamoroso se o produto escolhido for uma cerveja gourmet. Neste artigo, considerando a proximidade com o Papai Noel, venho trazer algumas dicas de como pode ficar especial e bonito um pacotinho com algumas garrafas, considerando que a maioria pode ser comprada pela internet ou em empórios espalhados pelas médias e grandes cidades, já com o copo adequado na embalagem. É o caso das alemãs Paulaner, Weihenstephaner ou Franziskaner, que costumam ser apresentadas em caixinhas com uma garrafa e um "copão". As brasileiras Karavelle e Petra também são encontradas até em supermercados neste formato.

Kit Trapistas da Wals, também de BH.
Se quiserem variar os sabores, além da Colorado (hoje da Ambev) que eu citei acima, pode-se escolher a Paulistânia com 3 sabores e um copo (vem numa caixinha quadrada que parece um dado, muito bonita) ou a Therezopolis Gold, também de muito bom gosto. Se preferirem sofisticar ainda mais, há uma caixinha de madeira da Backer (onde se destaca a Ruiva Pale Ale) ou um kit de trapistas da também mineira Wals.

Cainha com copo alusivo, da Petra.
Como dica final, considerando ser o Natal uma festa religiosa e muitos acham que o momento é de reflexão espiritual, quero contar que num domingo desses eu conheci uma cerveja maravilhosa, chamada Saint Bier... Além de Santa (o que me isenta de qualquer condenação... rsrs), ela me permite não cometer o pecado de esquecer Santa Catarina numa matéria como esta. É fabricada em Forquilhinha, mas as de Blumenau e região também merecem sua atenção pela beleza da apresentação numa caixinha de presentes. 

Escolha lá... Os preços variam entre R$ 50,00 e R$ 100,00 e a entrega deve ser feita em mãos, na própria caixinha e sem papéis a envolvendo (no máximo uma sacolinha da loja) torcendo para que o presenteado já as coloque logo para gelar a fim de dividir um pouquinho com você até o final da noite.

E se algum leitor quiser o meu endereço para entregas, mande-me uma mensagem aqui nos comentários do blog, pois "todo líquido de boa qualidade será bem recebido". FELIZ NATAL A TODOS e que o Ano Novo seja de muita festa com cevada!!!

domingo, 20 de dezembro de 2015

A Rock na Teia, do Berg.

Quero começar este texto cumprimentando o nosso grande brother Raphael Berg. O respeitado cirurgião dentista, com seus cabelos grisalhos e jeito tímido, esconde em sua pessoa algumas características que agora serão exploradas. Berg adora motocicleta, curte e conhece muito de rock'n roll e tem um gosto especial por cervejas. Filho de imigrante alemão, não poderia deixar de trazer no sangue um pouquinho da cevada européia, que de vez em quando ele recarrega pessoalmente nas rotas cervejeiras, visitando o velho mundo. Foi numa dessas conversas sobre viagens em sua casa que ele me apresentou um rótulo brasileiro, mas muito interessante: Rock na Teia!

Quando o amigo me perguntou se eu conhecia, pensei que fosse um programa de rádio... vacilei, fiquei pensando "Rock na Teia?" e ele continuou: 

- Cerveja! Rock na Teia! Nunca ouviu falar, ô Salame?

Relevando o fato de que "Salame" era eu, respondi educadamente que não, nunca tinha ouvido falar. Então ele abriu a geladeira e retirou uma garrafinha de 600 ml, com a figura característica e disse: "É um amigo meu quem faz, vamos experimentar esta aqui (pielsen)", embora ele tenha deixado claro sua preferência pela IPA.

O papo fluiu legal... metemos o pau em alguns amigos, falamos mal de meia duzia de outros... carros, motos, viagens... uns petiscos de boteco pra acompanhar o liquido amarelo ouro de espuma intensa e sabor super agradável que era reposto no copo, de vez em quando. Soube que ela é produzida em parceria com a Cervejaria Dortmund, de Serra Negra e carrega um glamour especial pelo nome e pelos subtítulos, que fazem alusão aos estilos de música: Punk, Hard Rock, Heavy Metal, Classic Rock, Blues, etc... A Blues, por exemplo, é a Stout... Bem bacana a ligação, tudo a ver!

Experimentei várias outras vezes esta cerveja extremamente interessante e a apresentei aos amigos em diversas outras ocasiões, pois a aprovei e creio que ela valha a pena. A IPA realmente tem um sabor marcante e a Pielsen é a opção para aqueles que ainda estão começando a explorar o tema. Outra que vale a pena ser apreciada é a Weiss... Podem comprar, pois são boas! 

Para encerrar o texto, quero salientar apenas mais duas coisinhas: 

1 - Rock na Teia de fato é uma rádio Web, que pode ser ouvida em www.rocknateia.com.br e foi de lá que surgiu a idéia de fabricarem as cervejas artesanais com esta marca.
2 - Salame é você, Berg!!!

sábado, 19 de dezembro de 2015

CERVEJAS TRAPISTAS

Isto mesmo cervejas trapistas... então vamos lá.

A cerveja trapista é um tipo de cerveja produzida sob a supervisão de monges da Ordem Trapista. Dos 171 mosteiros trapistas existentes no mundo apenas onze são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, garantindo a origem monástica de sua produção. Esses onze monastérios estão assim distribuídos, seis na Bélgica, dois na Holanda, um na Áustria, um nos Estados Unidos, um na Itália.

Em 1997, oito mosteiros trapistas - seis na Bélgica, um na Holanda e um na Alemanha - fundaram a International Trappist Association, para evitar que empresas comerciais não-trapistas abusassem do nome Trappist (trapista). Esta associação privada criou um logotipo que é atribuído aos produtos (queijo, cerveja, vinho, etc.) que respeitem critérios de produção precisos. Para as cervejas, os critérios são os seguintes:

· A cerveja deve ser fabricada dentro dos muros de um mosteiro trapista, pelos próprios monges ou sob sua supervisão.
· A cervejaria tem de ser de importância secundária dentro do mosteiro e deve seguir práticas de negócios adequada para o modo de vida monástico.
· A cervejaria não se destina a ser um empreendimento lucrativo. A renda deve cobrir o custo de vida dos monges e a manutenção dos edifícios e terrenos do mosteiro. O que quer que sobre deve ser doado a instituições de caridade para o trabalho social e para o auxílio de pessoas necessitadas.
· Cervejarias trapistas são constantemente monitoradas para garantir a qualidade irrepreensível das suas cervejas.

O Monastério
A Trapista mais recente, ou melhor a 11º é a Italiana TRE FONTANE, reconhecida desde maio de 2015. Localizado em Roma, funciona desde os tempor Romanos, mas exatamente desde o Século .

A TRE FONTANE TRIPEL é uma cerveja de 8,5% de álcool feita com eucaliptos plantados pelos monges para combater um surto de malária em 1870 e cultivados na Abadia desde então.

"A carbonatação elevada dá a sensação na boca agradável e seca. O sabor levemente doce vem do sabor suave de ervas de eucalipto, que purifica e refresca o paladar. Enquanto a cerveja dá a impressão de ser leve, ele tem o corpo abundante. O alto teor de álcool acrescenta uma sensação de calor, e refinamento para o suave destaque do eucalipto ".

Esta é a terceira abadia com uma cervejaria a ser aceita na Associação Trapista Internacional nos últimos anos.

Cervejaria – não encontrada a venda fora dos monastério
Estilo – Belgian Tripel
Álcool – 8,5%
Ativa – Sim
Sazonal – Não é sazonal
Temperatura ideal de consumo– 8-12 C
Copo Ideal – Calice Trapista
Espero ter contribuído com um pouco mais de conhecimento, pois o mundo cervejeiro é fascinante, até o próximo post.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Cerveja MYTO

Logo após o primeiro gole de cerveja há um tempo atrás (digo quase uma década) coloquei uma meta, experimentar todas a cervejas. Lógico que exagerei nessa meta então eu a aperfeiçoei que acabou sendo degustar todas as cervejas ao meu alcance. E no papo de amigos fui convidado a participar do Blog: O Bode Cervejeiro ... Enfim, vamos falar o que interessa de verdade!

A cerveja que vou falar hoje é de uma micro cervejaria aqui de Jundiaí chamada Biernards, a que pedi foi a MYTO que é uma Pilsen de baixa fermentação e maturação lenta.

Na minha opinião uma excelente cerveja, encorpada e suave ao mesmo tempo e no fim aquele leve amargo que faz sempre encher o copo para sentir esse paladar novamente e com calor do Saara que está fazendo ultimamente a MYTO é muito refrescante bem típico de cerveja pilsen.

Concluo que é uma cerveja do meu gosto, bem encorpada que fica com o amargo no final da cerveja! Aqui em Jundiaí ela é muito fácil de ser encontrada, sendo na própria fábrica ou em alguns restaurantes e adegas. Essa eu tomei nas inúmeras visitas à adega do meu amigo Lucas (LR PRIME) que reconheci como irmão.

Um fraternal abraço à todos, um ótimo final de semana e apreciem várias cervejas! Até sexta que vem.
Vou deixar os links e telefones da LR PRIME e da Biernards se vocês interessarem em experimentar que além da MYTO eles tem um portfólio bem variado.

BIERNARDS
LR PRIME (Aqui você encontra ela bem gelada, estilo canela de pedreiro)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cerveja Ashby Weiss

Boa Tarde Cervejeiros de Plantão. Hoje vou falar a minha impressão de uma cerveja tomei.

A Ashby começou de uma paixão que virou realidade: produzir suas próprias cervejas. E foi no Brasil, mais precisamente nas cristalinas águas da Estância Hidromineral de Amparo, na Serra da Mantiqueira, que o sonho da família Ashby tornou-se uma história de pioneirismo. Em 1993, a Ashby criou a primeira microcervejaria do Brasil e hoje é uma empresa de pequeno a médio porte em franca ascensão. Destacando-se pelo espírito criativo e inventivo, trouxe para o país receitas e segredos das formulações dos melhores mestres cervejeiros do mundo.

Dados técnicos:

Premiada na Bélgica, a Ashby Weiss é inspirada nas tradicionais cervejarias da região da Baviera, sul da Alemanha. O trigo é usado na fabricação da cerveja desde a invenção da bebida, há quase 10 mil anos, mas os germânicos estabeleceram os padrões de maior qualidade. É a cerveja de trigo forte da família. Com coloração opaca, fruto da não filtragem da bebida, a Ashby Weiss possui uma espuma cremosa e duradoura.

Características:

Família: Weissbier
Fermentação:Alta
Coloração: Turva
Aroma: Frutado com notas de cereais
Sabor: Trigo forte com especiarias
Teor alcoólico: 6,7%
Garrafa: 600ml

Minha impressão:

Cerveja encorpada com um sabor bem marcante, com sua tonalidade turva ou seja opaca nos remete as cervejas de não filtragem, uma alta fermentação. A espuma nos remete a lembrança do glorioso Pinguim em Ribeirão Preto, espuma consistente e duradoura. Amargor fica evidenciado neste tipo de cerveja, no fundo de seu sabor realmente alguns tons de especiarias que fica evidente quando paramos para apreciar nosso paladar, em meu paladar também senti um suave tom de mel.

Este exemplar que provei tem como validade até 22 de junho de 2016, sua produção deve ter sido recente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O que há de bom em Portugal?

Museu da Cerveja, uma casa bem tradicional em Lisboa

Em março de 2015 eu estive com minha esposa em Lisboa e seus arredores. E como bom amante da cerveja, enfrentei alguns questionamentos pelo que me faria pedi-la numa terra em que o vinho é a bebida mais procurada pelos turistas. Senti que os próprios garçons achavam estranhos os pedidos, até porque na maioria dos restaurantes não havia mais do que as populares Sagres e Super Bock. Estas populares são lagers de qualidade comercial, produzidas em grande quantidade e servidas sem muitas preocupações. Ou seja, os portugueses não tem nem de longe os cuidados que teriam com o vinho, para servirem as cervejas... mas nem tudo estava perdido. 

figura interessante no rótulo
Antes de viajar eu tinha feito uma pesquisa a respeito dos rótulos produzidos por lá e uma das que me chamaram atenção foi a "Maldita". Durante toda a viagem a procuramos e em nenhuma das tentativas a encontramos. Porém, uma das dicas oferecidas por um garçom do nosso Hotel foi que fossemos até o "Museu da Cerveja", uma casa muito famosa situada na Praça do Comércio, zona tradicional da cidade. Segundo ele, "o Museu é muito Gira, opá!" (Gira = Legal).

E no dia seguinte estivemos lá. No Museu da Cerveja, encontramos um cardápio mais variado, porém não tinha a Maldita. Mesmo assim o passeio valeu a pena e nas duas oportunidades que lá estivemos, encontramos bons sabores. Em destaque, o copo invertido... uma espécie de taça acrílica cujo design lembra uma garrafa de cabeça para baixo assim que o líquido é derramado. Como havia copos de diversos tamanhos, não vimos problema em pedirmos uma Weiss que me chamava a atenção, a Vadia.
  
Menos saborosa, mas válida, a Sovina
A "Vadia Weiss" era apresentada numa garrafa menor que as nossas tupiniquins e cabia exatamente toda no copo característico da casa. Alguns petiscos portugueses acompanhavam o seu sabor com perfeição e serviam tranquilamente como substituto para um almoço. Caso o leitor brasileiro queira ser mais reservado e conservador, um "prego" (sanduíche de queijo e bife) resolve a parada.

Na segunda visita, dois dias depois, experimentamos algumas lagers locais e no final quisemos provar a "Sovina", uma trigosa da mesma família, apresentada numa garrafinha pequena. Valeu a pena, mas entre as duas, não tenham pudor, peçam pela Vadia, pois ela deve ser, no mínimo, mais experiente que a baixinha. Conclusão: A Vadia é "muito gira", opá!