sábado, 7 de maio de 2016

Vivre pour Vivre, a "cagada" que deu certo.

Rótulo em alusão ao filme
Vivre Pour Vivre... pode ser um famoso filme dos anos 60 sobre um repórter que aproveitava suas viagens profissionais para curtir casos amorosos...

Vivre Pour Vivre... pode ser uma maravilhosa cerveja de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais...

Embora eu goste de cinema, vamos aqui falar da cerveja.

Mas antes quero contar duas coisinhas curiosas:

1 - Café Jacú Bird: Trata-se de um café plantado no Espírito Santo, mas com uma particularidade: ele é moido somente depois de passar pelo intestino do Jacú... rsrs... É isso mesmo, é um café produzido com a ajuda do cocô do pássaro... É considerado o segundo café mais caro do mundo (R$ 272,00 o Kg), atrás de um produzido da mesma forma na Indonésia, com o cocô do gambá. O animal come o café e quando faz cocô, o produtor vai lá colhê-lo pra lavar e moer...

Eu e o brother Portellinha, ontem.
2 - Papo com o Portellinha: Ontem fui jantar com meus amigos e, um deles, o Maurício Portella, foi detalhista ao me relatar uma reportagem que assistiu na TV, sobre a cerveja que por "cagada" (embora uma cagada diferente da do pássaro), virou acerto. Vamos a história:

A Cagada que deu certo!

A cervejaria mineira Falke tem em seu catálogo um rótulo muito interessante, que é a Monasterium, uma Tripel ao melhor estilo. Porém, um de seus lotes azedou... é isso aí, ela azedou, estragou. O nome técnico deste efeito é "fermentação láctica". Porém os caras não jogaram fora, mas ao contrário disso, a armazenaram por mais um tempo e adicionaram jabuticaba, uma fruta que, embora diferente, poderia ser adequada para seguir o estilo das Lambics belgas, o único estilo de cerveja azeda no mundo e uma coisa que nunca havia sido produzido antes em nosso país.

Aqui a apresentação do Café Jacú Bird
Procurei na internet e vi que custa R$ 300,00 a garrafa e leva 15 dias para entregar. Além disso, eu havia feito um compromisso comigo mesmo a ficar 30 dias sem ingerir bebida alcoólica (mas ontem o Portellinha me ajudou a furar o compromisso). Fui até o empório de um amigo aqui em Campinas e o convenci a pedir por Sedex, o que deve chegar nos próximos dias.

"Então, pela primeira vez na história deste"... Opa, esquece essa frase, vamos começar de novo: então, diferentemente do que sempre fizemos, vamos soltar a matéria sobre uma cerveja que ainda não bebemos. Mas assim que a garrafa chegar, a gente posta no face se os R$ 300,00 foram bem investidos ou não. Aí, se eu me empolgar eu compro o café! 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Os verdadeiros "sucos de cevada".

Em tom de brincadeira, fala-se muito por aí do tal suco de cevada. Claro que é uma alusão, normalmente usada ao justificar-se por beber uma cervejinha fora do contexto. "Me sirva um suco cevada" passou a fazer parte do bom humor de boteco, como se objetivando disfarçar o pedido de "mais uma". 

A verdinha Golden, com maltes de trigo e cevada.
Porém ele existe: os leitores vão conhecer os verdadeiros "sucos de cevada": As Baden Baden Golden e Baden Cristal. 

Essas cervejas claras da Baden Baden são fantásticas. Perfeitas para beber em dias quentes, preferencialmente ao redor de uma piscina. As garrafinhas de 600 ml exigem uma taça e um balde de gelo para acompanharem, principalmente por serem cervejas nobres e gourmets.

A Baden Golden, uma bebida frutada, traz perfeitamente a percepção do aroma de canela e frutas vermelhas, que em alguns casos, pode ser confundida até com baunilha. Ao beber, percebe-se que o sabor permanece na língua por algum tempo. A sensação, em especial no verão, é exatamente de estar bebendo uma taça de suco, porém com teor alcoólico. Parte do seu malte é de trigo, o que aumenta o sabor e faz combinar ainda mais com as frutas. Poderíamos então dizer que trata-se de um belo suco de trigo e cevada...

A pielsen Cristal
O outro rótulo, a Cristal, é uma pielsen autêntica. Ela é menos amarga que as tchecas, porém conserva as características das cervejas europeias de baixa fermentação. Com dourado mais claro e sabor suave, é menos frutada que sua irmã "verdinha". Esta, além de combinar com o clima quente, pode ser consumida como acompanhamento de alguns pratos mais leves e vai muito bem como "bebida de boteco", especialmente com amendoins e castanhas.

Concluindo, são cervejas leves, excelentes para quem não tolera muito amargor e indicadas para aqueles que estão começando na arte de saborear produtos de qualidade. A alusão ao "suco de cevada" se dá porque realmente dá essa sensação. E mesmo que você já esteja mais que habituado em mastigar lúpulo puro, posso lhe garantir que a experiência será positiva, afinal, um "suquinho de cevada"  não faz mal a ninguém!

PS: As cervejas Baden Baden são fabricadas em Campos do Jordão, em sua região original. Porém, a marca foi adquirida pela mega cervejaria Brasil Kirin, sem com isso perder absolutamente nada de sua qualidade.