quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Boteco, onde resolvemos tudo.

Uma palavra basta!!!!


Bom dia meus caros leitores, hoje não irei falar sobre uma cerveja especifica como estamos todos acostumados de ver nesse blog. Sinto que as vezes fica meio repetitivo o assunto quando falamos de teor alcoólico, coloração, fermentação, sabor e harmonização, que o degustador de cerveja as vezes fica solitário e filosofando pensando em que escrever  e como  ordenar as palavras  para tornar um texto interessante, atrativo e informativo.

Para que falamos isso? Se quando as vezes o que queremos é sair do cotidiano e tomar uma cerveja cristalina e refrescante no final do dia sem compromisso, do modo que disse nosso blogueiro "Em caso de duvida peça uma Heineken".  Mas também não esqueçamos das cervejas populares Brahma e  Skol que a galera curte e gosta, a preferida da grande maioria. Para ser honesto não sei realmente se esta fase de cervejas artesanais veio para ficar ou somente uma moda que com o tempo diminui e desaparece.

Estes devaneios de minha parte foi no momento que tomei aquela Brahma bem gelada no carnaval, um  turbilhão de pensamentos que me envolveu. Lógico que eu estava na sacada do apartamento contemplando o entardecer, no dia seguinte fui ao boteco onde costumeiramente vou aos domingos ouvir musica de viola e papear com amigos, um papo sem compromisso algum, ou seja, cultivar aquela amizade em que no nosso cotidiano agitado onde vivemos nos obriga a deixar passar.

E a comida então para acompanhar a gelada amada por todos nós, a minha preferência é um torresminho, neste caso eu recomendo um boteco de beira de estrada entre Louveira e Itatiba, passando o pedágio do lado esquerdo de quem vai para Itatiba.  O local parou no tempo, serviço simples com capricho. Nesse estabelecimento em beira de estrada encontramos um monte de coisas a venda como (botina, biscoito, boné, pilha, sabonete, coxinha de frango com osso, ovo colorido, pinga e muito mais) realmente é um retorno no tempo, até o cachorro do dono  acompanha o ritmo.

Como o nosso assunto é cerveja vou falar da Brahma, uma cerveja refrescante quando tomando bem gelada e como todos sabem de coloração clara de médio amargor, perfeita para um churrasco com os amigos. Ela acompanha a qualquer prato da mesa, é a nossa cerveja do dia a dia. Esta é a minha humilde opinião, pois antes as artesanais passamos varias vezes tomando as populares.


Ficha Técnica



Estilo    Standard American Lager
Álcool           5%
Temperatura 0 - 4º
Copo            Chope - Caldeira






segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Santa Terra


Eu bebo cerveja pra sentir o sabor. Não bebo por beber... Não bebo para ficar bêbado e nem para matar a sede. Bebo cerveja para apreciar, por isso bebo constantemente, mas pouco. Dito isso, lembro que para saborear uma garrafa, não basta abri-la e "botar pra dentro". Tem que criar um clima para tanto. O copo é importante, a maneira correta de servir, o acompanhamento e também o lugar. E ultimamente eu estou muito focado em encontrar locais interessantes, seja pelo quanto é luxuoso ou pitoresco. Foi assim que encontrei o Empório Santa Terra, no bairro Eloy Chaves, em Jundiaí. 

Era segunda-feira de Carnaval, por volta das 15 horas, quando liguei para o Paulo Moretti e o convidei para tomar uma cerveja. Combinamos que eu sairia e encontraria um bom lugar e quando estivesse lá, o avisaria para me encontrar. Saí de casa pelo caminho que faço todos os dias e ao passar em frente, decidi parar. Aliás já fazia bastante tempo que eu pensava em parar ali, pois me parecia o ambiente perfeito para a cerveja entre os amigos: lugar pequeno, não muito movimentado e aparentemente aconchegante. Algumas mesas bistrô e algumas caixas de cerveja gourmet em exposição.

Eu e o brother Paulo, no Santa Terra
Entrei e uma moça loirinha já me recebeu com um sorriso e uma brincadeira. Em seguida um senhor grisalho, com sotaque hispânico também falou comigo e de forma altamente agradável me serviu uma cerveja. Neste momento notei que o som ambiente tocava rock'n roll e que corria uma brisa pela mesa que escolhi. O argentino passou a ser o meu companheiro de mesa enquanto o Moretti não chegava. Falamos sobre a cultura da população brasileira e argentina, do que vimos nos dois países e em outros que visitamos e também a respeito de política internacional e colonialista. O meu colega chegou e o nosso anfitrião gentilmente saiu de cena, imaginando que poderia estar incomodando.

A grande variedade de rótulos nos gerava curiosidade. Tinha marcas diversas e de todos os tipos... Eu bebi uma weihenstephaner e depois migrei para as Damas. O Moretti me acompanhou nas sugestões. Dali há pouco volta o argentino Isaac e ferra no papo com o Paulo, o que rendeu altas doses de críticas ao governo do PT e dos Kirchners. Isso tudo ao som de Supertramp, Led Zepelin, Deep Purple e Def Leppard. Então me digam: onde beber uma cerveja conta na qualidade da diversão? Sim ou não? Certamente voltarei lá!




Empório Santa Terra:
Av Benedicto Castilho de Andrade, 1200. 
Eloy Chaves, Jundiaí-SP.